Como você leitora assídua da nossa amada Sarah J. Maas deve ter notado, máscaras e bailes são um assunto corriqueiro nos livros. E mais corriqueiro que esses elementos separados, somente um baile de máscaras. Mas você já parou para pensar o motivo disso? Sarah J. Maas revelou em uma entrevista para o site MuggleNet que o uso de máscaras surgiu após assistir um espetáculo de “O Fantasma da Ópera”, que suscitou na sua mente o fato de máscaras apresentarem um caráter não somente sedutor, mas também misterioso.
“Eu queria que ainda houvesse um elemento dela não vendo sua verdadeira face. Acho que devo ter participado de um espetáculo do Fantasma da Ópera na época, então pensei: “Máscaras são realmente quentes e misteriosas”. E eu queria que as máscaras fossem como formas de animais para refletir seu espírito animal, como seu Patrono. Com Tamlin, ele não tem um animal específico porque pode se transformar em qualquer animal. Obviamente, os criados têm suas máscaras de pássaros, e Lucien é uma raposa, manhosa e astuta.”
Créditos da Imagem Destacada: Romeo & Juliet (Filme, 2013)
O instagram da editora responsável pela publicação dos livros da Sarah J. Maas nos Estados Unidos, a Bloomsbury Books, postou em suas redes sociais o snippet, pelo ponto de vista da Lidia Cervos, da primeira linha de “House of Flame and Shadow”, terceiro livro da série Cidade da Lua Crescente.
“A Corça ajoelhou-se diante de seus mestres imortais e contemplou como seria arrancar suas gargantas.”
A data de publicação do livro está prevista para 30 de Janeiro de 2024. No Brasil a série está sendo publicada pela Editora Galera Record, porém ainda não temos data de quando será publicado no Brasil.
Em Corte de Espinhos e Rosas, quando Feyre esteve na Corte Primaveril, ela esteve desacordada por várias semanas entre o Calanmai e o Solstício de Verão e ninguém contou isso para ela.
A forma como o primeiro livro de ACOTAR foi narrado faz parecer que se passaram apenas seis dias entre o Calanmai e o Solstício de Verão, porém na prática isso não faz sentido uma vez que o Calanmai é o início oficial da primavera, e o Solstício de Verão é o início oficial do verão.
Em diversos mitos o salgueiro é associado com sonhos. Na literatura, temos o exemplo de o velho Salgueiro-Homem, personagem de ”O Hobbit”, que fazia com que as pessoas adormecessem.
Tamlin abriu um olho e deu um sorriso preguiçoso para mim. — O canto daquele salgueiro sempre me faz dormir. — O que do quê? — falei, me apoiando nos cotovelos para olhar a árvore acima de nós. Tamlin apontou para o salgueiro. Os galhos suspiravam conforme se moviam ao vento. — Ele canta.
Quando Tamlin remove o glamour de Feyre, ela finalmente passa a enxergar as coisas em Prythian como elas realmente eram. De acordo com a teoria criada por Hannah, na sua página do tiktok rainkatzanddogs, foi nesse momento em que Feyre adormeceu.
Tamlin rugiu uma gargalhada, mas o mundo virou um borrão, me acalentando. O salgueiro pedia que eu me deitasse, e obedeci. De longe, ouvi Tamlin xingar. — Feyre? Dormir. Eu queria dormir. E não havia lugar melhor para dormir que aquele ali, ouvindo o salgueiro e os pássaros e o riacho. Eu me enrosquei de lado, usando o braço como travesseiro. — Eu deveria levar você para casa — murmurou Tamlin, mas não se moveu para me colocar de pé. Em vez disso, senti um leve estampido na terra, e o cheiro de chuva de primavera e de grama fresca que exalava dele preencheu meu nariz conforme Tamlin se deitava ao meu lado. Meu corpo formigou de prazer quando ele acariciou meu cabelo. Aquele era um sonho muito bom. Jamais dormira tão maravilhosamente bem antes. Tão quente, aninhada ao lado dele. Calma. Ecoando baixinho para meu mundo de sono […].
Esse sono que Feyre teve pareceu ser estranhamento profundo. Feyre chega a acordar brevemente e comenta que as palavras de Tamlin estavam ecoando em um mundo de sonolência, porém a escuridão logo a engole novamente. Quando Feyre subitamente acorda em sua cama ela não comenta que era “o dia seguinte”, e apenas assume que Tamlin deve ter a carregado para casa. Feyre então desce as escadas e vê todos os féricos que ela não havia visto antes por culpa do glamour, e comenta que eles estavam surpresos ao perceberem que ela estava os observando.
Existe a possibilidade dos féricos terem apenas estado surpresos por Feyre conseguir vê-los, mas e se eles estivessem surpresos pelo fato de que ela havia acordado? Tamlin, Lucien e Alis não disseram nada que indicasse que Feyre esteve dormindo por um longo período, mas caso ela tivesse, comentar isso não seria do interesse deles, já que eles queriam fazer com que Feyre se sentisse segura ali e se apaixonasse por Tamlin, e ter adormecido de forma involuntária por várias semanas consecutivas não faria com que Feyre se sentisse segura.
Alguns dias depois, quando o Solstício de Verão começa, Feyre parece surpresa que o verão já havia começado. Sabe-se que Tamlin é capaz de usar glamour para alterar as memórias das pessoas então, de acordo com essa teoria, Tamlin teria usado o glamour para que Feyre não notasse o tempo que de fato havia transcorrido até o Verão.
Muito se discute sobre os atores e atrizes que devem, ou não, participar da série de ACOTAR, que está em desenvolvimento pela Hulu. Mas gostaria de trazer uma alternativa tão interessante, ou até mais!
E se a série de Corte de Espinhos e Rosas fosse, em vez de live-action, uma animação?
Talvez o primeiro pensamento de algumas pessoas pode ter sido “Mas desenho animado é para crianças!”. Pois vou dar alguns exemplos de animações recentes que são tudo, menos para crianças. E séries que inclusive têm como tema algo fantasioso, para aproveitar e mostrar como explorar essas histórias na animação pode ser muito melhor.
A Lenda de Vox Machina, do Prime Video, adapta uma campanha de RPG do Critical Role. Com duas temporadas, os episódios são recheados de seres fantásticos e criaturas enormes. De dragões e esfinges, a humanos, elfos e tieflings. Também temos muitas cenas com magia e ação que ultrapassam o senso de realidade, mas que por ser uma animação fica incrivelmente bem feito, orgânico e os espectadores não torcem o nariz ou questionam as decisões que a produções tomou.
Também podemos citar Castlevania, da Netflix, que traz não apenas vampiros e seus poderes incríveis como outras criaturas também. Além de cenas de batalha incríveis e super bem detalhadas e emocionantes, sem deixar a desejar em nenhum quesito.
Na Netflix também temos a adaptação da graphic novel Nimona, onde a protagonista é uma metamorfa e se transforma em diversos animais, algo que acontece bastante em ACOTAR. Imagina como poderia ficar estranho ver uma transformação da Feyre em live-action se os efeitos não forem dos melhores? Mais certeiro garantir uma animação bem feita, ne?
Poderia passar parágrafos e mais parágrafos dando exemplos de animações, por isso vou citar apenas mais alguns para a consideração de vocês: She-Ra e as Princesas do Poder, Avatar a Lenda de Aang, O Príncipe Dragão, A Casa da Coruja e Arcane.
Vale dar um último bom motivo aqui: as brigas de qual ator seria melhor para o Rhys, qual atriz combina mais com a Feyre, quem deveria ser quem, acabariam de vez! E a toxidade do fandom com atores e atrizes iria parar, para a paz mundial nas bookredes. Bônus se Trono de Vidro e Crescent City também fossem animações e do mesmo estúdio!
Mas se você ainda acha melhor em live-action, deixo abaixo alguns exemplos de animações que fãs extremamente talentosos fizeram. (Alerta de spoiler das sagas ACOTAR, Trono de Vidro e Crescent City).
O texto abaixo contém spoilers de todos os livros já publicados de Cidade da Lua Crescente.
Cidade da Lua Crescente, assim com as demais obras da Sarah J. Maas, é uma série cheia de detalhes (que, muitas vezes, são fundamentais para a trama). Pensando nisso, o ACOTAR Brasil resolveu criar um esquema para relembrar a relações entre os personagens principais de Cidade da Lua Crescente e aqueles que os rodeiam.
*OBS: O título de líder da Rainha do Rio e da Rainha Víbora está entre aspas porque, embora Tharion tenha sido subordinado da Rainha do Rio no passado e agora seja subordinado da Rainha Víbora, em ambos os casos a aliança dele com elas foi feita sob contrato (o que o torna quase escravo delas).
Não é mais novidade que Sarah J. Maas é uma autora que busca inspirações em contos e mitos para criar personagens e até universos inteiros. Afinal de contas, nós mesmos já abordamos esse assunto diversas vezes, como na correlação entre a Bela e a Fera e até a mitologia envolvendo Hades e Perséfone.
O que ainda não é muito falado, é a inspiração em baladas e contos de fada que dominavam a Escócia séculos atrás. Como a famosa balada Tam Lin, também conhecida como Tamlane, Tamlin, Tambling, Tomli, Tam Lien, Tam-a-Line, Tam Lyn ou Tam Lane.
Como todo bom conto, existem várias versões dele circulando por aí, principalmente porque a balada foi mencionada pela primeira vez em 1549, alcançando uma fama maior em 1769. Hoje, vamos ficar com a versão mais conhecida.
O conto fala sobre uma mortal que, por acaso, acaba encontrando um homem misterioso chamado Tam Lin numa floresta proibida. Inevitavelmente, os dois se aproximam e a mocinha, que muitos chamam de Janet, acaba engravidando.
Via: Global Love Museum
E é exatamente aqui que os acontecimentos começam a se alinhar com o universo que já conhecemos.
Ao procurar pelo amado, Janet descobre que ele é cativo de fadas e corre o risco de ser usado como sacrifício em uma forma de tributo ao inferno. Para salvá-lo de um destino cruel, a mocinha deve encontrar as fadas exatamente à meia-noite do Halloween e puxá-lo do cavalo.
Mas além de enfrentar a tropa de fadas que passará, ela também deve segura-lo enquanto ele se transforma em uma grande variedade de feras. Na versão mais antiga, os escoceses costumavam dizer que Janet tinha poderes mágicos e que foi graças a eles que a missão foi bem-sucedida.
Segundo o conto, para transformar Tam Lin em humano novamente, Janet o mergulhou em três recipientes de leite ou água mágica nos arredores de Selkirk, sudeste da Escócia. E reza a lenda que o lugar até hoje guarda vestígios da magia, visto que a grama não cresce, apesar do solo ser fértil.
Ao decorrer dos séculos, o conto se transformou em balada e também foi contado em vários livros, como “Elphin Irving, o copeiro das fadas”, em contos tradicionais do campesinato inglês e escocês de Allan Cunningham, e “Tamlane” em mais contos de fadas ingleses de Joseph Jacobs. E claro, foi passado de geração para geração em rodas de fogueira até chegarmos em versões musicais mais modernas, como nas vozes de Anais Mitchell & Jefferson Hamer e na de Sandy Denny.
E é justamente essa popularização que traz essa dose de encanto.
Como todo bom folclore que se preze, também existem aqueles escoceses que acreditam que o que aconteceu com Tam Lin e Janet é uma história real, especialmente pelo fato de que mais da metade das bruxas condenadas na Escócia em 1590 e 1697 se chamavam Janet.
Mas quem sou eu para julgar crenças?
Real ou não, Tam Lin é um conto que vem sendo amado há séculos e é inevitável que existam outras versões, cada um com sua leitura ou releitura. Em suma, é isso que significa ser um conto: uma fonte inesgotável de magia e criatividade.
E uma coisa é certa: o Tamlin que conhecemos não era nada digno da mocinha.
Muito se fala sobre quem, afinal de contas, a rainha Briallyn estaria falando quando disse para Nestha no conflito final de Corte de Chamas Prateadas que existiam outros que podiam dar a ela acesso aos Tesouros Nefastos. Durante suas provocações a ex-humana cita que “com o incentivo apropriado” haviam outros iludidos que entregariam qualquer informação solicitada sobre a Corte Noturna. Mas seria isso um indicativo de um espião?
Há quem defenda que Elain Archeron seria a identidade de um possível traidor, devido ao seu comportamento misterioso notado por Cassian em algumas passagens do livro, mas não acredito que a Sarah J. Maas faria de Elain uma traidora de sua família. Mas e se esse espião fosse Merrill?
Créditos da ilustração: jemlin_c (instagram)
Sabemos que embora preso ao lago, Koschei consegue enviar suas palavras ao vento e assim conseguiu vários aliados. E onde Merril entraria nisso? Merril tem controle sobre o vento e ela mesma diz para Nestha que “o vento sussurra” para ela, mesmo ali na biblioteca debaixo de tanta pedra. Do pouco que podemos ver de sua personalidade a sacerdotisa se mostrou soberba, preconceituosa e até mesmo agressiva. E se esse vento também contou para ela outros segredos? Segredos esses que podem implicar nossos amados personagens.
Eu sei que é uma jogada no escuro porque não temos quase nada de aparições da personagem. Mas pelo histórico de surpresas que a Sarah gosta de pregar nos leitores, ela é minha aposta.
“Nenhuma das minhas histórias é sobre mim, mas todas elas têm pequenos pedaços de mim nelas. Muitas das minhas amizades da vida real fizeram parte da minha jornada pessoal que sempre parecem encontrar um caminho para os meus livros”.
Embora cada um de seus romances seja centrado no desenvolvimento do romance, são essas amizades de que Sarah J. Maas fala que me atraíram mais. O amor é um tema recorrente em seus romances – independentemente de serem entre amantes, amigos ou familiares, Sarah explora o quão poderosa essa emoção pode ser.
“Eu realmente acredito que o amor conquista tudo – o amor é uma força incrivelmente poderosa, tanto neste mundo quanto nos de fantasia.”
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