Informações Gerais
Nome: Helena
Status: Morto
Tipo de ser: Grão-feérico Estrelado
Poder (es): Telepatia e Conjuração de Luz Estelar, Fogo Estelar e Sombras
Parentescos:
Títulos e Atuações:
- Princesa de Prythian;
- Andarilha do Mundo.
Características Físicas
Possuía cabelos escuros como a noite. Sua pele vertia luz estelar entrelaçada a sombras.
História Pregressa
Helena nasceu em Prythian, filha primogênita da Rainha Theia e do Grão-Rei Fionn, após séculos em que sua mãe permaneceu sem filhos. Silene nasceu cerca de cinco anos depois. Ambas cresceram como parte da realeza feérica e foram educadas diretamente por Theia, que as alertava constantemente de que, apesar da derrota dos Daglan/Asteri, o mal permanecia vivo e oculto sob o mundo.
Com o crescimento das duas e o despertar de seus poderes, tornou-se evidente que apenas uma delas poderia herdar o trono. Helena, no entanto, demonstrava pouco interesse em governar, assim como Silene. Ainda assim, Fionn decidiu nomeá-la como sua sucessora, em conformidade com a tradição. Theia discordou dessa decisão e assassinou Fionn para assumir o trono.
No auge de seu poder, Theia passou a desejar expandir seu domínio para além de Prythian. Com o auxílio de seu general, Pelias, liderou a Travessia para Midgard, através da Fenda do Norte levando consigo Helena, Silene e outros feéricos. Helena era uma das poucas de sua era a possuir o poder dos Estrelados.
Em Midgard, descobriram que o mundo já era habitado. Theia declarou guerra, enquanto Helena e Silene tornaram-se as únicas pessoas em quem a Rainha confiava plenamente, após Theia começar a desconfiar de Rigelus. Pelias, que antes gozava da confiança da Rainha, passou a se alinhar cada vez mais aos Asteri e aos prazeres do novo mundo.
Durante esse período, Helena e Silene passaram cerca de um mês escondidas na fortaleza inimiga, agindo apenas como sombras. Ao retornarem, compreenderam a extensão da traição que se desenrolava. Pouco depois, Theia foi morta por Pelias.
Antes de morrer, Theia entregou o Chifre a Helena, confiou a Harpa e a Reveladora da Verdade a Silene e manteve consigo a espada Áster. Após a morte da Rainha, Rigelus nomeou Pelias como Príncipe dos Feéricos. Para legitimar seu domínio, Pelias forçou Helena a se casar com ele com o objetivo de perpetuar a linhagem dos Estrelados.
Consciente do perigo que representava deixar a parte final da magia de Theia na espada, Helena decidiu removê-la. Sem acesso à Harpa, recorreu à própria magia de Midgard, aprendendo que ela fluía por grandes canais naturais, as linhas ley. Enviou feéricos com afinidade com a magia da terra para procurar regiões envoltas por brumas densas. Ao ouvir falar de Avallen, encontrou o local e descobriu, sob a superfície, o sal preto.
Utilizando o poder das linhas ley de Avallen, Helena transferiu e ocultou a parte final da estrela de Theia, impedindo que os Asteri tivessem acesso ao poder completo da linhagem. Aprendeu também que o sal preto permitia comunicação mental com o Inferno e Aidas, amante de sua mãe, ao mesmo tempo em que protegia mente e alma. Chegou a utilizá-lo para tentar lançar uma nova ofensiva contra os Asteri, mas, sem a Fenda totalmente aberta e com forças reduzidas, a tentativa foi abandonada.
Foi ela quem construiu a Caverna dos Príncipes, utilizando vastos recursos e sempre com a aprovação de Pelias. Disfarçou Avallen como um grande templo patriarcal, consciente de que os machos feéricos jamais ousariam alterá-lo. Convenceu Pelias de que aquele era o único local digno para sua sepultura, explorando sua vaidade.
Helena esculpiu pessoalmente a tumba real de Pelias na rocha e inventou mentiras sobre sua devoção, alegando que gerações futuras precisariam nascer com o sangue correto para conquistar sua espada, enterrada junto a ele. Seu verdadeiro objetivo era garantir que Áster permanecesse intacta até o momento certo.
Helena inventou deliberadamente a profecia que passou a circular entre os feéricos. Nela, afirmava-se que apenas alguém que empunhasse tanto a espada quanto a faca poderia destruir os Asteri. Sabia que o poder de Theia, quando reunido, era a única força capaz de unir e ativar plenamente as lâminas e pôr fim à tirania dos Asteri. Helena acreditava que o risco de manter essa esperança valia a pena, apesar do sofrimento que carregava após as Primeiras Guerras.
Nos séculos seguintes, sua história foi gradualmente apagada em Prythian. Por decisão de Silene, Helena foi reduzida a uma figura irrelevante ou esquecida, como parte de um esforço maior para proteger o legado de Theia, os Tesouros e seus descendentes. Avallen permaneceu intacta, preservando em silêncio o papel fundamental de Helena na ocultação da magia estelar.





