A Áster, também conhecida como Gwydion, é uma espada ancestral do planeta natal dos Feéricos. Forjada a partir do Iridium, um metal extraído de um meteorito, foi a última lâmina moldada no Caldeirão. Sua criação teve como propósito enfrentar os Daglan, atualmente conhecidos como Asteri, sendo uma arma dotada do poder de vencer a morte.
Possui um cabo escuro e uma longa lâmina preta, cujo metal absorve a luz ao redor. Quando ativada, irradia luz estelar, como se fosse acesa por um fogo iridescente.
A espada faz parte de um duo de armas forjadas a partir do mesmo meteorito. Sua lâmina gêmea é a faca conhecida como Reveladora da Verdade, também criada com o Iridium. Ambas foram feitas sob a influência e poder do Grão-Rei Fionn e da Rainha Theia, motivo pelo qual clamam pelos descendentes de sua linhagem, em especial os Feéricos Estrelados.
Quando próximas, as lâminas se reconhecem: a Áster brilha com luz branca enquanto a Reveladora da Verdade responde com um brilho escuro, como se estivessem “cantando” uma para a outra. Esse vínculo é explicado pelo fato de terem sido criadas juntas, compartilhando desde a origem o mesmo elo mágico.
A Áster possui o poder de matar o que não pode morrer, como demonstrado quando Bryce Quinlan usou a espada contra um Ceifador, criaturas conhecidas por não poderem sangrar e nem morrer.
Juntas, a Áster e a Reveladora da Verdade podem abrir um portal para “lugar nenhum”, um espaço de pura inexistência onde não há vida nem luz. Com o influxo adequado de poder e sob o comando de um portador destinado, as duas armas podem se fundir e criar um local onde nada existe.
Segundo Einar Danaan e Aidas, unidas as lâminas poderiam desencadear a destruição final. Theia optou por separá-las, temendo que, ao abrir tal portal, todo planeta Midgard pudesse ser arrastado para esse vazio.
História
Durante a Travessia, a Rainha Theia levou a espada para Midgard e a empunhou até sua morte, nas Primeiras Guerras. Depois de seu falecimento, o Príncipe Pelias roubou a espada e, junto com o Chifre, consolidou seu poder como príncipe com a ajuda de Rigelus.
Após a morte de Pelias, a Áster foi guardada na Caverna dos Príncipes, em Avallen. Nesse local, mulheres eram proibidas de entrar, o que impedia as descendentes de Theia — mesmo possuindo sangue Estrelado — de reivindicar a lâmina. Apenas o Escolhido homem poderia manejá-la, medida tomada supostamente para impedir que os herdeiros de Theia tivessem acesso à espada.
Séculos depois, Ruhn Danaan recuperou a espada durante seu Ordálio e a carregou até entregá-la voluntariamente à sua irmã, Bryce. Ela manteve a Áster consigo e a levou para o mundo natal dos Feéricos. Mais tarde, Bryce usou a espada junto da Reveladora da Verdade, que estava em posse de Azriel, para derrotar os Asteri. Após a batalha, ambas as lâminas foram entregues por Bryce a Nestha Archeron.
Em Midgard, circulava uma antiga profecia atribuída aos Feéricos: “Quando a faca e a espada forem reunidas, assim será nosso povo”. Mais tarde, foi revelado que a profecia havia sido inventada por Helena, filha de Theia. A citação, entretanto, reforçava a ideia de que o destino dos Feéricos Estrelados estava ligado à união das duas armas.
Nota:
É importante ressaltar que o nome “Áster” é uma adaptação brasileira. O nome original da espada é Starsword, que traduzido literalmente para o português significa “Espada Estelar”. Esse nome vem do grego antigo astḗr (ἀστήρ), significando “estrela”.





