A Caverna dos Príncipes é um complexo subterrâneo localizado em Avallen, caracterizado por passagens estreitas, corredores cobertos por brumas densas e uma série de entalhes artísticos que narram a história feérica. A entrada é pouco maior que uma fresta entre duas pedras, com runas antigas gravadas nas superfícies, marcando o local como distinto de outras fendas rochosas. A bruma que emana da caverna indica sua natureza tênue, própria para comunicação entre mundos.
Os Ordálios de Ruhn Danaan, acompanhado por Declan Emmet e Tristan Flynn, e de Cormac Donnall, auxiliado por Duncan e Seamus Donnall, aconteceram na Caverna dos Príncipes. Cada grupo tinha o objetivo de localizar e recuperar a Áster, missão que Ruhn acabou cumprindo com sucesso.
Interior
As cavernas são quase idênticas às do mundo natal dos feéricos, com túneis labirínticos, rios e entalhes complexos.
O interior é dominado por odores de mofo e podridão. Espíritos malignos, fantasmas e entidades perigosas espreitam nas fendas e alcovas. Ruhn advertiu que a maioria dessas entidades é antiga, perversa e se alimenta de sangue e almas. Apenas indivíduos Estrelados ou sob sua proteção podem explorar a caverna com segurança.
O teto da caverna e as paredes apresentam entalhes intricados de batalhas sangrentas, cidades em ruínas, feéricos dançando, matando dragões e celebrando sua glória pessoal. Entre os entalhes, destacam-se cenas de pégasos de Theia sendo capturados e mortos pelos primeiros feéricos, amarrados com cordas de estrelas, muitas vezes afundando no mar representado nos desenhos. Esse estilo de narrativa é semelhante às cavernas de Silene, mas adaptado à história de Avallen.
Tumba do Príncipe Pelias
O sarcófago de Pelias, esculpido em mármore branco, ocupa o centro da câmara. No topo, uma estátua de um macho feérico em armadura segura um objeto ausente, o que antes era Áster. O chão da câmara apresenta rios de estrelas esculpidos, que ganham vida quando iluminados pelo poder Estrelado, criando fluxos de luz estelar que percorrem paredes e teto.
História
Apesar de ser conhecida como a tumba de Pelias e local de testes para encontrar um sucessor digno, o verdadeiro propósito da caverna era outro. Ela foi construída por Helena, e não por Pelias. Seu objetivo principal era criar um canal de comunicação telepático direto com o Inferno, utilizando as propriedades únicas da caverna. A escolha de Avallen e de uma região estreita foi estratégica: o local permitia que a magia da ilha amplificasse e direcionasse as comunicações para outros planos sem ser detectada.
Helena utilizou sal negro das paredes da caverna, material essencial para conjurações demoníacas, e esculpiu os entalhes e rios de luz estelar de forma que mascarassem a função real do espaço, permitindo que mensagens e instruções fossem conduzidos entre os mundos. A narrativa de sucessor digno e túmulo de seu marido serviu apenas como pretexto, garantindo que a caverna pudesse ser utilizada secretamente sem levantar suspeitas de invasores ou curiosos.
A caverna possibilitou que, quinze mil anos depois, Bryce Quinlan e Hunt Athalar entrassem em contato com Aidas, Apollion e Thanatos, revelando os acontecimentos que envolveram Helena, o poder de Theia contido na Áster após as Primeiras Guerras, e a verdadeira origem da concepção de Hunt. Durante esses acontecimentos, ambos foram interrompidos pelos dois reis feéricos e os gêmeos assassinos: Ruhn matou Einar Danaan, enquanto Bryce tirou a vida de Seamus, Duncan e Morven Donnall no mesmo local.
Localização: Avallen, Midgard.





