Sofie Renast

SOFIE RENAST

Informações Gerais

Nome: Sofie Renast

Status: Morto

Tipo de ser: Parte Humano e parte Pássaro-trovão

Casa: Terra e Sangue

Classe: Peregrinos

Poderes:

  • Absorção e manipulação de Primalux

Parentescos:

Títulos e Atuações:

  • Agente rebelde da Ophion, codinome Cypress.

Características Físicas

Possuía cabelos castanhos.

História Pregressa

Embora inicialmente não demonstrasse interesse em realizar a Descida, Sofie foi incentivada por seus pais a se submeter ao ritual, principalmente pela possibilidade de adquirir habilidades de cura que poderiam oferecer maior proteção à família em um mundo hostil à sua espécie. Ainda assim, optou por fazê-lo em segredo, em um centro clandestino localizado em um beco, onde um sátiro pervertido atuou como sua Âncora, e a entrega de sua Primalux constituiu o preço do ritual. A partir de então, passou anos aprendendo a ocultar sua verdadeira natureza, utilizando sua humanidade como um manto, tanto externa quanto internamente. Apesar de possuir traços de Vanir, jamais se considerou como tal, nem desejava sê-lo em essência. Manter seus poderes escondidos era essencial, uma vez que os pássaros-trovão haviam sido caçados até quase à extinção pelos Asteri, que temiam suas habilidades.

Quando estudava até tarde na biblioteca da universidade com seus amigos, onde cursava teatro. Ao retornar para casa após a meia-noite, encontrou a residência destruída: janelas quebradas, a porta da frente estilhaçada e a pichação “REBELDES DE MERDA” estampada na lateral da casa simples de subúrbio. Imediatamente, fugiu, tendo apenas a sorte de não ser vista pelo lobo feral que guardava a entrada. Mais tarde, confirmou que seus pais haviam sido mortos, brutalmente torturados até o fim, possivelmente por Lidia Cervos ou por seu esquadrão de elite de interrogadores, os Lobos Ferais.

Após a morte dos pais, Sofie passou a integrar a Ophion, dedicando-se à organização enquanto ascendia gradualmente em sua hierarquia em troca de informações sobre sua família, movida principalmente pelo objetivo de encontrar o irmão. Durante esse processo, levou meses para obter um relatório que revelava o destino de seus avós: eles haviam sido recolhidos ao chegarem ao acampamento Bracchus, no norte, e executados em massa junto a outros idosos, sendo seus corpos abandonados em uma vala comum. Quanto a seu irmão Emilie Renast, por muito tempo não encontrou qualquer informação. Durante anos, trabalhou com os rebeldes da Ophion em troca de qualquer dado, por menor que fosse, sobre ele. Para isso, envolveu-se em espionagem e assassinatos, ações que pesavam intensamente sobre sua consciência, embora não se permitisse refletir sobre elas.

Eventualmente, após cumprir inúmeras missões, Sofie conseguiu informações concretas: Emilie havia sido enviado para Kavalla e permanecia vivo, apesar de todas as adversidades. Obter sua localização foi apenas parte do desafio, pois convencer o Comando da Ophion a permitir sua ida até o local foi outro obstáculo significativo. Para isso, contou com o apoio de Pippa Spetsos, uma soldado fervorosa e líder da unidade de elite Ocaso, cuja influência junto ao Comando foi decisiva, especialmente em um momento em que a organização sofria grandes baixas. A relação entre Sofie e Pippa não era baseada em amizade, mas em interesse mútuo: Pippa reconhecia os ganhos que teria caso a missão fosse bem-sucedida, enquanto Sofie precisava de sua influência para viabilizar a operação.

Uma semana após a aprovação do plano — mais de três anos depois do sequestro de sua família — Sofie entrou em Kavalla. Aproximadamente a um quilômetro e meio do local, provocou deliberadamente um encontro com uma patrulha de Lobos Ferais, esbarrando neles de propósito. Como planejado, os soldados encontraram documentos falsos que a incriminavam como rebelde, estrategicamente escondidos em seu casaco. No entanto, desconheciam que Sofie carregava consigo, memorizada, uma informação crucial — possivelmente a peça final capaz de encerrar a guerra contra os Asteri. Antes de ser capturada, ela garantiu que Pippa e a Ophion soubessem que havia obtido tal informação, assegurando que a organização não recuaria em sua promessa de resgatá-la e também a seu irmão. Sofie estava ciente de que pagaria um preço alto por ter agido por conta própria para obter esse conhecimento.

A patrulha a interrogou por dois dias antes de lançá-la em um vagão de gado junto a outros prisioneiros, acreditando tratar-se de uma jovem humana ingênua que havia sido manipulada por um amante rebelde. Seu treinamento em teatro mostrou-se útil, permitindo que sustentasse essa fachada. As condições degradantes do transporte, somadas aos dias confinada no vagão, acabaram mascarando o odor de Vanir em seu sangue, evitando que sua verdadeira natureza fosse descoberta.

Durante as duas semanas em Kavalla, Sofie manteve um único objetivo: libertar Emilie. Com a ajuda do irmão e de um sacerdote solar humano que auxiliou na fuga, conseguiu não apenas resgatá-lo, mas também outras onze crianças — cinco meninos e seis meninas — que haviam sido retiradas do quartel. Com o auxílio de Cormac Donnall, conseguiram escapar do acampamento e seguir em direção ao ponto de resgate em Servast.

Foram seguidos por Lidia, Mordoc e seus Lobos Ferais até o cais. Apesar de seus esforços, Sofie acabou sendo atingida por um disparo de longa distância antes de alcançar o barco, Bodegraven, de resgate. Incapaz de prosseguir, foi recapturada. Diante de sua recusa em cooperar durante o interrogatório subsequente, foi executada por Mordoc, sendo empurrada ao Mar Haldren acorrentada a uma pedra, onde morreu afogada.

Sem o conhecimento geral, Lidia atuava secretamente em colaboração com a Ophion. Durante os eventos finais, lançou uma pedra branca no mar para invocar um navio próximo a Sofie, na tentativa de possibilitar seu resgate ou, ao menos, garantir que a tripulação do navio-cidade da Rainha do Oceano, o Cargueiro das Profundezas, recuperasse seu corpo e o mantivesse fora do alcance dos Asteri.

Depois da sua morte, descobriu-se que Sofie havia gravado em si mesma uma sequência de números e letras enquanto se afogava. O código correspondia a um sistema de catalogação utilizado exclusivamente nos Arquivos Asteri. Essa informação havia sido originalmente entregue a Danika Fendyr, que posteriormente a confiou a Sofie com a missão de investigá-la. O que Sofie descobriu dentro dos Arquivos foi justamente a informação que negociou repassar à Ophion em troca do resgate de Emilie; no entanto, seu conteúdo permaneceu desconhecido, já que ela morreu antes de revelá-lo.

Após o ataque à base da Ophion em Ydra, Lidia voltou a convocar o Cargueiro das Profundezas, desta vez para resgatar Cormac, Bryce Quinlan, Hunt Athalar, Ruhn Danaan e Tharion Ketos. Ao descobrir que o corpo de Sofie estava no navio-cidade, Cormac providenciou seu envio para Avallen. Futuramente, o local foi soterrado pelos escombros do castelo quando Bryce absorveu o poder de Theia, que havia sido escondido na ilha por sua filha, Helena.