Informações Gerais
Nome: Lidia Cervos
Idade: 47 anos
Status: Vivo
Tipo de ser: Metamorfo Cervídeo
Casa: Terra e Sangue
Classe: Civitas
Poder (es):
Capacidade de se transformar em cervo;
- Manipulação de Fogo.
Parentescos:
- Avó: Horae Enador †;
- Bisavó: Hestia Enador †;
- Mãe: Hecuba Enador †;
- Meia-irmã: Hypaxia Enador;
- Filhos:
- Acteon;
- Brannon;
- Ex-amante: Pollux Antonius †;
- Parceiro/Marido: Ruhn Danaan;
- Cunhada: Bryce Quinlan;
- Sogros:
- Einar Danaan †;
- Lorin.
Títulos e Atuações:
- Corça;
- Triária de Sandriel;
- Caçadora de Espiões dos Asteri;
- Agente rebelde da Ophion, codinome Daybright;
- Membro da Auxilia de Lunathion.
Características Físicas
Possui cabelos dourados e olhos dourados intensos, sua pele é clara e lisa, com textura semelhante a veludo. Sua estrutura física é esbelta, levemente alta, com constituição delicada. Possui curvas marcantes: quadris largos e seios volumosos. Seus traços faciais apresentam ângulos régios bem definidos no queixo e no pescoço e seus dedos são finos e ágeis. Seu cheiro é de flores desabrochando sob o sol. Costumava usar uma gargantilha prateada formada a partir dos troféus de suas capturas.
Na forma de cervo sua pelagem é dourada muito clara, quase branca, com uma faixa de dourado mais escuro entre os olhos que lembra uma chama. Seus olhos mantêm o tom dourado, destacados por cílios escuros e espessos e seus cascos são delicados.
História Pregressa
Lidia Cervos, amplamente conhecida como Corça, nasceu em uma linhagem antiga e poderosa de bruxas, sendo descendente direta da família Enador por parte materna e filha de um metamorfo cervídeo. Antes mesmo de vir ao mundo, seu destino já havia sido definido por um acordo entre seus pais: ela viveria com aquele de quem herdasse os poderes. Durante a infância inicial, permaneceu sob os cuidados da mãe, Hecuba Enador. Ao manifestar a habilidade de metamorfose, ainda por volta dos três anos, foi reivindicada pela família paterna, oriunda de Pangera, sendo levada de forma abrupta. A separação ocorreu sem explicações, e Lidia carregou por muito tempo ressentimento em relação à mãe por não ter impedido aquilo. Com o amadurecimento, passou a compreender a verdadeira natureza do pai, passando a vê-lo como um monstro.
Seu treinamento foi rigoroso, moldada para servir e agradar, tornando-se sua protegida. Realizou a Descida ainda jovem e, ao longo de sua trajetória, ascendeu até integrar os Triários de Sandriel. Nesse posto, destacou-se como caçadora de espiões e interrogadora, tornando-se especialista em extrair informações. Sua reputação se consolidou em toda Midgard. O número de capturas que acumulou foi tão elevado que os troféus obtidos precisaram ser fundidos, dando origem à gargantilha prateada que passou a usar. Os dardos metálicos que compõem a peça representam os espiões que abateu ao longo de sua atuação.
Nesse contexto, envolveu-se com Pollux Antonius, mantendo uma relação marcada por controle e violência. A ligação era sustentada apenas pelas aparências. Internamente, Lidia o odiava e temia, sendo frequentemente submetida a situações degradantes para preservar sua fachada.
Embora formalmente servisse a Sandriel, Lidia respondia diretamente aos Asteri, operando como agente de alto escalão. Suas funções incluíam eliminar rebeldes, infiltrar-se em organizações inimigas e conduzir operações de inteligência. Nesse contexto, envolveu-se com Pollux Antonius, mantendo uma relação marcada por controle, violência e repulsa. A ligação era sustentada apenas pelas aparências: internamente, Lidia o odiava e temia, sendo frequentemente submetida a situações degradantes para preservar sua fachada.
Por determinação do pai, participou de um antigo ritual de fertilidade dos metamorfos cervídeos: uma fêmea e um macho de famílias distintas eram escolhidos sem conhecimento mútuo. O encontro foi breve e impessoal. Algumas semanas depois, Lidia descobriu que estava grávida de gêmeos. Hesitou em revelar a gestação, pois a ideia de entregar seus filhos ao pai ou vê-los crescer sob a influência dos Asteri tornou-se insuportável.
Determinada a protegê-los, encenou o próprio sequestro, fazendo parecer que havia sido capturada pela rebelião Ophion. Fugiu sem um plano estruturado, guiada unicamente pela necessidade de manter os filhos fora do alcance daqueles a quem servia. Ao se entregar a uma base rebelde, implorou para ser levada ao oceano. Foi então conduzida ao Cargueiro das Profundezas, sob domínio da Rainha do Oceano.
A Rainha aceitou acolhê-la, permitindo que permanecesse no navio durante a gestação e o nascimento das crianças, mas impôs uma condição: em troca da proteção contínua dos filhos, Lidia deveria retornar ao seu posto e atuar como espiã dupla, fornecendo informações à Ophion. Sem alternativas, aceitou o acordo. Após o nascimento de Acteon e Brannon, permaneceu com eles por cerca de dezoito meses antes de deixá-los sob os cuidados de Davit e Renki. A partir desse momento, não lhe foi permitido vê-los novamente.
Assassinou o próprio pai, organizando uma emboscada que simulava um ataque rebelde. Instruiu agentes da Ophion a destruir o veículo em que ele se encontrava, assegurando a ausência de sobreviventes e de evidências que a incriminassem.
Passou a operar secretamente como agente da rebelião sob o codinome Daybright. Mesmo mantendo o papel de interrogadora leal, começou a sabotar o sistema por dentro. Quando prisioneiros estavam prestes a revelar informações cruciais, assegurava mortes rápidas, disfarçadas de acidentes, evitando torturas prolongadas. Sempre que havia oportunidade, tentava facilitar fugas, embora nem todas fossem bem-sucedidas. Entre os fracassos que carregou consigo, destaca-se o caso de Sofie Renast, cuja morte atribuiu a um erro de timing durante uma tentativa de resgate.
Sofie havia se infiltrado em um campo de extermínio com o objetivo de resgatar seu irmão, Emile Renast, conseguindo libertar outras onze crianças. Durante a fuga, foi atingida por um disparo de longa distância antes de alcançar o ponto de extração, sendo recapturada. Diante de sua recusa em cooperar durante o interrogatório, foi executada por Mordoc, que a lançou ao Mar Haldren acorrentada a uma pedra, levando-a à morte por afogamento.
Lidia lançou uma pedra branca no mar para invocar um navio próximo à localização de Sofie, buscando possibilitar seu resgate ou, ao menos, garantir que o Cargueiro das Profundezas recuperasse seu corpo e o mantivesse fora do alcance dos Asteri.
Utilizando um cristal-com, estabeleceu contato mental com Ruhn Danaan. A comunicação, inicialmente dependente do artefato, evoluiu até permitir conexões diretas entre suas mentes, formando um espaço compartilhado. Nesse ambiente, desenvolveram uma relação marcada por troca de informações, confiança e crescente intimidade emocional.
A identidade de Lidia como agente dupla foi revelada a Ruhn durante a invasão ao Palácio de Cristal. Ele, Bryce Quinlan e Hunt Athalar foram capturados, e a Harpia pretendia torturá-los, sendo impedida e morta por Lidia. Enquanto isso, Bryce conseguiu escapar, e Baxian Argos foi acusado de traição ao tentar ajudar os prisioneiros. Diante da situação, Lidia passou a coordenar uma operação de fuga.
Entrou em contato com Tristan Flynn e Declan Emmet para auxiliá-la. Como parte do plano, plantou o cristal-com no bolso de Hilde, uma bruxa imperial. Após levantar suspeitas, Mordoc identificou o objeto, resultando na acusação de Hilde por envolvimento com a Ophion. Sob coerção, Hilde foi forçada a remover a tatuagem limitadora de poder de Irithys, Rainha dos Duendes. Em seguida, por ordem de Lidia, Irithys utilizou seu poder para matá-la, consumindo-a em chamas. Em seguida, dirigiu-se aos calabouços, matou o Falcão — um dos torturadores — e libertou Hunt, Ruhn e Baxian.
Com o apoio de Irithys e forças da Ophion, provocou explosões ao longo da Espinha de Pangera, criando uma distração para facilitar a fuga. Com Mordoc e os Lobos Ferais se aproximando, precisou ganhar tempo suficiente para que os três alcançassem o Cargueiro das Profundezas.
Durante a fuga, lançou-se de um penhasco de aproximadamente cento e cinquenta metros em direção ao mar, próximo ao navio, já gravemente ferida por um disparo que perfurou seu coração. A queda foi parcialmente amortecida por Tharion Ketos, que invocou uma coluna de água para reduzir o impacto. Ainda assim, sofreu múltiplas lesões internas e chegou à beira da morte em mais de uma ocasião. Sobreviveu graças ao uso de várias poções de primalux, que restauraram suas funções vitais, além da intervenção de Hunt, que utilizou seus relâmpagos repetidamente para reativar seu coração.
No confronto final no Monte Hermon, descobriu que Pollux havia sequestrado seus filhos, retirando-os do Cargueiro das Profundezas. Ciente de que eles não eram seus, Pollux os desprezava e os considerava indignos. Para resgatá-los, Lidia ingeriu o antídoto contra os parasitas dos Asteri, que até então limitavam seus poderes. Com suas habilidades plenamente liberadas, utilizou o fogo para atacá-lo, consumindo-o de dentro para fora até reduzi-lo a cinzas.
Com a queda dos Asteri, Lidia abandonou definitivamente a identidade da Corça. Reaproximou-se dos filhos e consolidou sua relação com Ruhn. Reconhecendo o vínculo entre ambos, organizou um casamento surpresa em uma cerimônia simples, conduzida por uma Suma Sacerdotisa de Cthona. A partir desse momento, passou a reconstruir sua vida, formando também uma forte amizade com Naomi Boreas ao ingressar na Auxilia.





