Informações Gerais
Nome: Lehabah
Apelido (s): Lele — por Bryce Quinlan
Status: Morto
Tipo de ser: Duende de Fogo
Classe: Inferior
Poder (es): Manipulação de Fogo (manifestando-se como uma pequena brasa)
Parentescos:
- Tatara-tataravó: Rhanthia Drahl †
Títulos e Atuações:
- Escrava de Jesiba Roga;
- Guardiã dos livros no Antiquário Griffin.
Características Físicas
Era uma duende de fogo minúscula, não maior que a palma da mão de uma pessoa. Seu corpo era formado por chamas que assumiam uma forma feminina pequena e arredondada. Ela possuía um queixo redondo, braços rechonchudos e dedos delicados. Sua cabeleira consistia em uma massa emaranhada de cabelos amarelo-fogo que flutuavam e ondulavam constantemente acima de sua cabeça, como se fossem labaredas vivas. Suas feições eram delicadas, e seus pequenos dedos dos pés eram descritos como finos e delicados. Tem a tatuagem SPQM estampada no braço direito.
Sua coloração mudava de acordo com suas emoções. Quando sentia vergonha, seu corpo adquiria um tom vermelho intenso, comparado ao de uma framboesa, enquanto a raiva fazia suas chamas assumirem um azul brilhante e ameaçador. Quando estava envergonhada, pequenas espirais de fumaça também podiam rodopiar ao seu redor.
História Pregressa
Lehabah era descendente da antiga Rainha das Brasas, Rhanthia Drahl, que foi deposta nas Guerras dos Elementais. A família caiu em desgraça. Tiveram a chance de recuperar o título, mas sua tatara-tataravó foi expulsa da Cidade Eterna por ser falsamente acusada de tentar roubar o consorte real da rainha impostora.
Durante a Rebelião dos Anjos, a bisavó de Lehabah lutou ao lado de Hunt Athalar. A derrota da revolta marcou o fim da liberdade dos duendes de fogo. Após o fracasso do levante, os Asteri decretaram que todos os duendes, não apenas aqueles que participaram do conflito, seriam escravizados e expulsos da Casa do Céu e Sopro. Também determinaram que todos os seus descendentes permaneceriam para sempre classificados como Inferiores e condenados a viver como andarilhos.
Logo após seu nascimento, Lehabah recebeu a marca de escravidão SPQM, tatuada em seu braço. Ela sempre foi aberta a respeito dessa condição e nunca escondeu o fato de ter sido marcada desde o início de sua vida.
Ela foi comprada por Jesiba Roga por 90 mil marcos de ouro. Jesiba a colocou para trabalhar no Antiquário Griffin, onde Lehabah passou a atuar como guardiã dos livros proibidos e do contrabando escondidos na sala principal do arquivo. Ela ocupou essa posição por décadas, cuidando do acervo e mantendo em ordem os volumes remanescentes da antiga Biblioteca de Parthos. Sempre que algum livro tentava escapar ou se comportava de maneira indisciplinada, cabia a Lehabah controlá-lo.
Durante esse período, Bryce Quinlan conseguiu um emprego no antiquário e acabou desenvolvendo uma amizade próxima com a pequena duende de fogo. Lehabah trabalhava ao lado de Bryce na biblioteca da galeria e possuía um pequeno divã — que Bryce lhe dera, retirado de sua antiga casa de bonecas — onde costumava se acomodar para assistir a dramas e novelas. Bryce frequentemente implicava com esses programas, referindo-se a um deles de forma provocativa como “Fadas e Fodas”. Ela também nutria uma verdadeira obsessão por tabaco para narguilé com sabor de morango, que Bryce comprava para ela todas as semanas.
Em determinado momento, Bryce negociou a liberdade de Lehabah com Jesiba, aumentando ainda mais sua já considerável dívida com a feiticeira — especialmente porque já havia contraído débitos ao comprar Syrinx anteriormente.
Durante o ataque de Micah Domitus ao Antiquário Griffin, ele confrontou Bryce ao descobrir que o Chifre estava oculto na tatuagem em suas costas. Micah então injetou Sintez nela, tentando restaurar o artefato e utilizá-lo para abrir um portal para o Inferno.
Micah havia jogado Syrinx dentro do aquário do Nøkken, levando Bryce a entrar no tanque para resgatá-lo. Dentro da água, ela foi obrigada a lutar contra a criatura, que acabou arremessando-a contra o vidro do aquário, provocando uma rachadura na estrutura. Nesse momento, Lehabah realizou seu primeiro ato de liberdade. Para ganhar tempo, permaneceu no arquivo e se sacrificou, permitindo que Bryce escapasse com Syrinx. Aproveitando essa fissura, Lehabah canalizou todo o seu poder para ampliá-la. O tanque se rompeu, liberando cerca de 400 mil litros de água que se espalharam violentamente pela biblioteca do antiquário. A torrente resultante acabou matando Lehabah.
Ela morreu antes de ter a oportunidade de receber a marca de liberdade, a tatuagem em forma de C que simbolizaria oficialmente sua libertação.





