Hypaxia Enador

HYPAXIA ENADOR

Informações Gerais

Nome: Hypaxia Enador

Apelidos:

Idade: 26 anos

Status: Vivo

Tipo de ser: Bruxa

Casa: Chama e Sombra

Classe: Civitas

Poderes: Necromancia e Magia de Cura

Parentescos:

Títulos e Atuações:

Características Físicas

Possui um corpo curvilíneo e pele negra brilhante. Seus cabelos são negros, volumosos e cacheados, caindo até a cintura. Tem lábios cheios, maçãs do rosto bem definidas, cílios aveludados e grandes olhos castanho-escuros. Seu riso é comparado ao som de sinos de prata. Exala um aroma característico de eucalipto e lavanda. Era vista às vezes portando a coroa de amoras brancas, símbolo de seu antigo posto como rainha-bruxa. Costuma vestir roupas práticas, como jaqueta de couro, jeans escuros e acessórios discretos, incluindo um broche dourado em forma de Cthona, no qual sua vassoura podia ser contida, depois esse broche aparece quebrado após a deposição.

História Pregressa

Hypaxia Enador nasceu na poderosa linhagem das bruxas Enador, sendo filha da Rainha Hecuba Enador e de um renomado necromante, considerado um dos maiores que já existiram, de quem Hypaxia herdou seus dons excepcionais. É também meia-irmã de Lidia Cervos, embora as duas não tenham sido criadas juntas e praticamente não tenham convivido durante a maior parte da vida.

Por decisão de sua mãe, Hypaxia cresceu quase completamente isolada na fortaleza montanhosa da família, sendo mantida longe do mundo exterior a tal ponto que não existiam registros ou imagens suas. Suas habilidades necromânticas, motivaram Hecuba a garantir que sua educação ocorresse em reclusão, sob a tutela de três antigos espíritos conjurados. Esses tutores mortos-vivos eram anteriores à chegada dos Asteri e já existiam como entidades muito antes da abertura da Fenda Norte, carregando memórias de uma época em que Parthos ainda existia. Cada um deles foi responsável por áreas específicas de sua formação, incluindo combate, conhecimento acadêmico e história, enquanto sua mãe supervisionava diretamente seu treinamento mágico, com ênfase especial em cura.

Ao atingir a idade adulta, decidiu deixar a reclusão temporariamente para experimentar a vida fora da fortaleza, passando a atuar como Medbruxa em Lunathion. Essa escolha refletia seu desejo de viver como uma curandeira antes de assumir plenamente o papel de Rainha-bruxa de Valbara. Depois da morte de sua mãe foi oficialmente reconhecida como tal durante a Cimeira, ocasião em que seu reinado foi validado pelos Asteri. No mesmo evento, foi anunciado seu noivado com Ruhn Danaan, arranjada pelo Rei Outonal, Einar Danaan. Apesar da união, não havia envolvimento romântico entre os dois, embora existisse respeito mútuo.

Foi responsável por desenvolver um antídoto para a droga Sintez a partir do veneno de um demônio kristallos, extraído da cicatriz na perna de Bryce Quinlan. Posteriormente, enviou uma amostra do composto a Bryce, o que acabou salvando sua vida quando Micah Domitus injetou a substância em seu organismo com o objetivo de forçar a reparação do Chifre tatuado em suas costas.

Hypaxia manteve um relacionamento secreto com a arcanjo Celestina, que, após a morte de Micah, assumiu o posto de governadora de Lunathion. Devido ao peso político de ambas e aos compromissos previamente estabelecidos, incluindo o noivado de Hypaxia com Ruhn, o envolvimento foi mantido em sigilo. A relação, no entanto, foi descoberta por Bryce e Hunt Athalar durante a festa de parceria de Celestina com Ephraim. O vínculo entre as duas não perdurou, sendo encerrado quando Hypaxia descobriu que Celestina havia traído seus aliados.

A traição ocorreu quando Celestina forneceu informações aos Asteri sobre a movimentação de Hunt, revelando que ele havia deixado o Comitium armado durante a madrugada. Foi por meio dessas informações que os Asteri descobriram que Hunt, Bryce e Ruhn estavam a caminho da Cidade Eterna com a intenção de invadir os Arquivos Asteri.

Apesar de sua posição, Hypaxia jamais se sentiu plenamente integrada ao clã das bruxas. Criada longe da corte, enfrentava desconfiança devido às suas habilidades necromânticas, enquanto parte do clã defendia uma maior aproximação com os Asteri. Esse cenário culminou em um golpe liderado por Morganthia Dragas, antiga general de sua mãe, que alegava agir em nome da preservação dos costumes tradicionais. Cercada em sua fortaleza, Hypaxia foi forçada a escolher entre abdicar da coroa ou morrer. Embora tenha optado por renunciar, sua decisão foi interpretada como fraqueza, levando Morganthia a ordenar sua execução.

Para sobreviver, Hypaxia fugiu e jurou fidelidade à Casa de Chama e Sombra, abandonando formalmente sua posição como Rainha-bruxa. Um dos primeiros atos da nova governante foi desfazer o feitiço que mantinha ativos os tutores espirituais de Hypaxia, destruindo uma parte essencial de sua formação.

Seu poder de necromancia mostrou-se crucial em diferentes momentos. No primeiro, durante o Equinócio de Outono, Hypaxia aceitou ajudar Ithan Holstrom a contatar o espírito de seu irmão, Connor Holstrom, especialmente após a revelação feita por Bryce sobre o verdadeiro destino das almas. No entanto, o ritual foi interrompido pela intervenção do Sub-Rei, que se manifestou no lugar da alma invocada. Ele os aprisionou por diversão em um pomar de oliveiras, utilizando feitiços de contenção e enviando contra eles os cães-pesadelo da Casa de Chama e Sombra. Antes de desaparecer, utilizou-os para transmitir uma mensagem destinada a Bryce e Hunt, exigindo um encontro no Templo de Urd.

O encontro ocorreu com a presença de Bryce, Hunt, Hypaxia e Ruhn, mas revelou-se uma armadilha. O Sub-Rei havia estabelecido um acordo com Pippa Spetsos para capturá-los. A situação foi parcialmente revertida quando Bryce conseguiu acessar um Portão e transmitir um alerta público, denunciando a presença da Ophion no local. Isso levou à chegada de Lidia, Pollux Antonius, Mordoc, Baxian Argos e dos Lobos Ferais, forçando a dispersão geral. Pippa fugiu, abandonando seus subordinados. Bryce conseguiu retirar Hypaxia e Ruhn por teletransporte, mas não teve força suficiente para fazer o mesmo com Hunt, que acabaram escapando com a ajuda de Baxian por uma passagem secreta no templo.

Em um segundo momento, também envolvendo Ithan, Hypaxia tentou intervir após a morte de Sigrid Fendyr, ocorrida durante um combate manipulado pela Rainha Víbora no Mercado da Carne em troca da liberdade de Tharion Ketos. A tentativa falhou quando o Sub-Rei interveio novamente, reivindicando a alma de Sigrid e transformando-a em uma Ceifadora a seu serviço.

Utilizando seus conhecimentos prévios, Hypaxia adaptou o antídoto da Sintez como base para desenvolver uma cura contra o parasita presente na água de Midgard que os Asteri haviam plantado lá. No entanto, o composto resultante era instável, dependendo do relâmpago de Hunt para manter sua coesão e possuindo efeito temporário, o que exigia constante aperfeiçoamento.

Em uma última tentativa de contatar Connor, Hypaxia e Ithan marcaram um novo encontro com o Sub-Rei. Nessa ocasião, Ithan já havia ingerido o antídoto contra os parasitas, o que fez com que sua magia reagisse à presença da entidade, revelando uma habilidade latente de manipulação de gelo. Ele conseguiu imobilizar completamente o Sub-Rei, permitindo que Hypaxia utilizasse um braseiro apagado como arma. Ao atingir a criatura com o metal, seu corpo se fragmentou em estilhaços de gelo cintilantes, resultando em sua destruição definitiva.

Após esses eventos, Hypaxia assumiu a liderança da Casa de Chama e Sombra, sendo reconhecida como Mestre do Quarteirão dos Ossos. Ainda assim, manteve seu foco como curandeira e pesquisadora, dedicando-se ao aperfeiçoamento do antídoto e à sua produção em larga escala. Para isso, chegou a colaborar com as Indústrias Redner, mesmo com relutância, especialmente após a queda dos Asteri, quando a necessidade de uma solução definitiva tornou-se ainda mais urgente.