Baxian Argos

BAXIAN ARGOS

Informações Gerais

Nome: Baxian Argos

Status: Vivo

Tipo de ser: Metamorfo de Anjo

Casa: Céu e Sopro

Classe: Civitas

Poderes: Capacidade de se transformar em cão

Parentescos:

Títulos e Atuações:

  • Cobra;
  • Cão do Inferno;
  • Legionário da 45ª Legião Imperial;
  • Triário de Sandriel;
  • Legionário da 33ª Legião Imperial;
  • Triário de Celestina.

Características Físicas

Possui pele marrom, cabelos escuros e curtos e olhos de obsidiana. É alto, de constituição musculosa, e possui asas negras como azeviche, que brilham sutilmente à luz. Uma cicatriz profunda na forma de raio serpenteia por seu pescoço. Sobre o peito, carrega uma tatuagem parcialmente destruída com a frase “Por amor, tudo é possível”. Em sua forma alternativa, transforma-se em um grande cão de pelagem negra fosca. Sua armadura costuma ser leve e escura, composta por placas sobrepostas que lembram uma estrutura reptiliana.

História Pregressa

Baxian Argos nasceu em Ravilis, em uma das regiões mais pobres da cidade, filho de um meio-anjo — que serviu como capitão no 15º sob o comando de Sandriel — e de uma metade metamorfa de Cão do Inferno. Suas condições híbridas faziam com que não fossem plenamente aceitos nem na Casa de Terra e Sangue, nem na Casa de Céu e Sopro, o que dificultava, inclusive, que seus pais mantivessem empregos estáveis. Enquanto seu pai encontrava alguma aceitação por sua posição militar, sua mãe era amplamente rejeitada por ter se relacionado com um anjo, sendo vista como alguém que havia “manchado” sua própria espécie.

Aos oito anos, sua mãe foi despedaçada por Cães do Inferno durante um levante, enquanto seu pai foi capturado pelos próprios anjos que antes comandava e condenado à Morte em Vida. Submetido a torturas contínuas, suas asas eram repetidamente decepadas à medida que se regeneravam, até que a perda excessiva de sangue o levou à morte. O ocorrido jamais foi amplamente divulgado, nem mesmo chegando ao conhecimento de Sandriel.

Após a morte dos pais, Baxian passou a sobreviver sozinho nos subúrbios, onde aprendeu a lutar, se esconder e coletar informações. Desenvolveu habilidades de espionagem ao escutar conversas e vender segredos para quem estivesse disposto a pagar. Com o tempo, ganhou notoriedade nesse meio, recebendo o apelido de “Cobra”, devido à forma como manipulava informações e arruinava a vida de outros.

Sua reputação acabou atraindo a atenção de Sandriel, que o recrutou para integrar seus triários da 45ª Legião Imperial como espião e rastreador. A partir desse momento, passou a ser conhecido como “Cão do Inferno”, alcunha derivada de sua habilidade de metamorfosear-se em uma forma bestial. Apesar da mudança de título, manteve traços de sua antiga atuação, incluindo sua astúcia, frieza e eficiência.

Foi nesse contexto que desenvolveu uma relação conturbada com Hunt Athalar. Ambos serviram sob Sandriel, mas Hunt nutria profundo desprezo por Baxian, vendo-o como mais uma ferramenta cruel da arcanjo. A hostilidade entre os dois se intensificou após um confronto que resultou na cicatriz que percorre o pescoço de Baxian, causada pelo relâmpago de Hunt.

A vida de Baxian sofreu uma mudança significativa ao conhecer Danika Fendyr. Foi a partir desse relacionamento que passou a acreditar na causa das rebeliões contra os Asteri. Danika conhecia seu passado e, ainda assim, não o julgou, aceitando-o plenamente, algo que ele jamais havia experimentado. O vínculo entre os dois revelou-se ainda mais profundo quando descobriram que eram parceiros. Baxian tatuou sobre o coração a frase “Por amor, tudo é possível”, escrita com a caligrafia dela; a marca foi parcialmente destruída durante sua tortura nas masmorras do Palácio de Cristal, embora ainda restem fragmentos visíveis.

Apesar de seu passado marcado por decisões moralmente questionáveis, como quando entregou uma família rebelde a Sandriel sem hesitação, Baxian demonstrou capacidade de mudança ao longo do tempo. Sua ligação com Danika foi central nesse processo, oferecendo-lhe um senso de propósito e redenção. Mesmo após a morte dela, sua influência permaneceu evidente, guiando suas ações e lealdades.

Após a morte de Sandriel — assassinada por Hunt durante a Cimeira de Valbara —, Baxian foi transferido de Pangera para Lunathion, ao lado de Pollux Antonius, para integrar os triários da 33ª Legião Imperial. A legião passou então a estar sob o comando de Celestina, que assumiu o posto após a morte de Micah Domitus, morto por Bryce Quinlan no Antiquário Griffin no mesmo dia da queda de Sandriel.

Sua mudança de postura tornou-se evidente quando passou a ajudar secretamente Hunt e Bryce, melhor amiga de Danika, em diversas situações contra a República. Um exemplo ocorreu no Templo de Urd, quando auxiliou ambos a escaparem de Pollux e Mordoc por uma passagem atrás do trono, sem ser detectado.

Posteriormente, Hunt, Ruhn Danaan e Baxian foram capturados sob acusação de traição — Hunt e Ruhn por invadirem o Palácio de Cristal, e Baxian por tentar auxiliá-los na fuga. Pollux foi então enviado à Cidade Eterna, onde assumiu a função de torturador dos prisioneiros, atuando ao lado de Falcão. Os três estavam tão desesperados para sair dos calabouços que elaboraram um plano em que Baxian mastigou a mão de Ruhn para que pudesse se libertar das algemas e soltar os outros dois. Durante esse período, Lídia Cervos revelou-se como agente da Ophion ao arquitetar e executar com sucesso a fuga dos três. Essa experiência contribuiu para uma mudança gradual na relação entre Baxian e Hunt, que passaram a se reconhecer como aliados.

Em Avallen, Baxian foi encarregado por Hunt, atuando como seu segundo em comando, de manter a ordem entre os feéricos e coordenar a chegada de refugiados para o confronto contra os Asteri no Monte Hermon. Sua presença impunha respeito e temor, tornando-o particularmente eficaz nessa função.