Informações Gerais
Nome: Apollion
Status: Vivo
Tipo de ser: Demônio
Poder (es): Manipulação do Vazio e do Fogo do Inferno.
Parentesco (s):
Títulos e Atuações:
- Príncipe do Fosso, 7° nível do Inferno;
- Devorador de Estrelas.
Características Físicas
Possui a capacidade de alterar sua aparência, tanto fisicamente quanto por meio de projeções mentais, moldando-se à percepção de quem o observa. Nos sonhos de Hunt Athalar, que não consegue vê-lo diretamente, manifesta-se apenas como uma presença dotada de asas coriáceas. Já nos sonhos de Bryce Quinlan, assume a forma de um homem de pele e cabelos dourados, com olhos completamente negros, desprovidos de qualquer parte branca. Sua beleza é descrita como fria e impecável, semelhante à de uma estátua, enquanto seus movimentos são mais animalescos do que humanoides, e sua voz é comparada ao próprio Inferno corporificado — sombria, gélida e suave.
Sua forma verdadeira revela-se como uma criatura com asas encouraçadas e fileiras de dentes afiados e reluzentes. No interior de sua boca, há uma massa negra semelhante a um buraco negro.
História Pregressa
Apollion é um dos sete Príncipes do Inferno e é amplamente considerado o mais poderoso entre eles. Governa o sétimo círculo, conhecido como o Desfiladeiro, e pertence, junto de seus irmãos, a uma antiga raça demoníaca temida até mesmo por arcanjos de grande poder. Em um passado remoto, os Príncipes conseguiram impedir que os Asteri conquistassem seu mundo, garantindo a autonomia do Inferno.
O título de Devorador de Estrelas teve origem quando Apollion se tornou o primeiro ser em Midgard a matar um Asteri. Durante o confronto contra Sirius, ele a destruiu com seu Fogo do Inferno, uma força capaz de aniquilar quase tudo, arrancou de seu peito o coração ainda em chamas e o devorou. Após esse evento, seu verdadeiro nome deixou de ser pronunciado em Midgard.
Após esse feito, Apollion amaldiçoou Jesiba Roga ao interrogá-la sobre o que tornava os livros tão valiosos a ponto de humanos morrerem por eles em Parthos. Diante da resposta de que não existia arma maior do que o conhecimento, o Príncipe julgou que ela mentia e lançou sobre ela uma maldição de imutabilidade, condenando-a a viver até que revelasse a verdade. O poder acumulado após a morte de Sirius era tamanho que parte dessa magia foi transferida para Jesiba, tornando-a uma humana com capacidades mágicas.
Durante a batalha final das Primeiras Guerras, Apollion enfrentou o Príncipe Pelias em um combate que se estendeu por aproximadamente três dias. Embora tenha sido Apollion a desferir o golpe fatal, Pelias conseguiu, antes de morrer, reunir todo o poder do Chifre e banir Apollion, seus irmãos e seus exércitos de volta para o Inferno. Nesse ato final, Pelias selou permanentemente a Fenda do Norte, de modo que apenas pequenas rachaduras ou invocações com sais passaram a permitir manifestações limitadas dos Príncipes.
Ao longo das Primeiras Guerras, Thanatos auxiliou Apollion na criação de novas entidades demoníacas destinadas ao combate em Midgard. Entre elas estavam os kristallos, concebidos para caçar o Chifre e abrir caminho para uma invasão desobstruída, além do Pastor, dos caça-mortes e dos pássaros-trovão enviados através das fissuras da Fenda do Norte. Essas criaturas, no entanto, foram perseguidas e quase levadas à extinção.
Após o término das Primeiras Guerras, Apollion e seus irmãos mantiveram a esperança de reabrir a Fenda do Norte, acreditando que isso lhes permitiria retomar a guerra contra os Asteri. Essa expectativa foi reforçada quando Helena, a filha mais velha de Theia, conseguiu estabelecer comunicação mental por meio do uso de sal preto. Ela revelou ter transferido o poder de sua mãe para um local desconhecido, deixando-o acessível a um futuro descendente capaz de encontrá-lo. Ainda assim, a tentativa de reiniciar o conflito fracassou.
Depois do insucesso da última criação, os Príncipes acabaram conhecendo Hyrieus, um anjo e cientista dos Arquivos Asteri, encarregado de investigar a origem dos pássaros-trovão, uma vez que os Asteri temiam seu possível retorno. Ao ouvir a verdade sobre os Príncipes, Hyrieus ofereceu ajuda. Naquele período, Thanatos finalizava um novo projeto: a criação de uma arma viva, um soldado perfeito com o poder dos Príncipes.
Com um macho voluntário já disponível, faltava apenas uma fêmea para a concepção. Hyrieus conheceu uma anja, e dessa união nasceu Hunt. Em seu sangue corria parte da essência de Apollion, o que resultou no nascimento de um anjo portador do Fogo do Inferno, manifestado por meio do poder dos relâmpagos. No entanto, essa força mostrou-se diluída: capaz de ferir os Asteri, mas insuficiente para matá-los. Apollion acreditava que o sangue angelical da mãe de Hunt havia atenuado esse poder.
Séculos mais tarde, Bryce conseguiu reabrir a Fenda do Norte. Aidas, Apollion e Thanatos retornaram então a Midgard à frente de seus exércitos, determinados a pôr fim definitivo ao domínio dos Asteri. Dessa vez, a guerra teve um desfecho diferente, e os Príncipes finalmente alcançaram a vitória.





