Palácio de Cristal

PALÁCIO DE CRISTAL

O Palácio de Cristal, também conhecido como Palácio Eterno, era a sede do poder dos Asteri em Midgard. Localizado no coração da Cidade Eterna, em Pangera, o edifício erguia-se como um monumento de opulência e intimidação, construído quase inteiramente em cristal.

Erguido em múltiplos de sete, número considerado sagrado, o Palácio simbolizava não apenas o poder político dos Asteri, mas também sua manipulação religiosa e cultural. Mais do que um centro de governo, era um ícone de dominação, projetado para impor medo, admiração e submissão a todos os habitantes de Midgard.

Sua arquitetura impressionava pela grandiosidade: corredores de piso reluzente, pilares imensos e paredes translúcidas que permitiam vislumbrar as sete colinas que cercam a Cidade Eterna, uma delas sendo o Monte Hermon. Os bustos que perfilavam os salões, representando os Asteri, eram constantemente substituídos, reafirmando a supremacia e a longevidade do regime.

A sala do trono se destacava pelo chão e tronos de cristal, ladeada por colunas e pela parede monumental decorada com asas dos Caídos, expostas como troféus após a Rebelião dos Anjos. No centro, peças pessoais de Hunt Athalar, comandante da rebelião, como seu capacete do Umbra Mortis, também foram exibidas como sinais de dominação.

A entrada principal se abria em um corredor que bifurcava: à direita, as escadas conduziam às áreas superiores do palácio; à esquerda, desciam até os calabouços. Nessa ala subterrânea, as escadas de quartzo nebuloso gradualmente dão lugar à pedra escura, como se a vitalidade tivesse sido sugada da rocha. Guardas mantinham pontos de controle, portas pesadas se intercalavam, e então surgiam dois corredores de celas e câmaras de tortura. Esse calabouço não é uma prisão comum, mas um espaço notório por sua brutalidade. Rumores afirmavam que não existiam câmeras em seu interior, de modo a ocultar as atrocidades cometidas ali. Poucos sobreviventes, como Hunt, puderam testemunhar sua existência.

Ainda mais abaixo, acessíveis apenas por uma escadaria em espiral de cristal iluminada por primalux, encontravam-se um vasto salão onde mil místicos repousavam em banheiras incrustadas no chão. Entre máquinas, máscaras e crostas de sal acumuladas, o ambiente vibrava em um sussurro constante de magia. No centro, protegida em uma esfera de cristal do tamanho de um melão, jazia a rainha duende do fogo, Irithys, mantida cativa pelos Asteri.

O Palácio abrigava também uma garagem de múltiplos níveis, repleta de veículos militares, conectada diretamente às forças armadas que sustentavam o domínio dos governantes.

O Palácio de Cristal, tornou-se uma ruína colossal após a intervenção de Bryce Quinlan. Ao utilizar o Matador de Deuses para destruir o núcleo de primalux que sustentava o poder dos Asteri e, em seguida, o Chifre para abrir um portal para lugar nenhum.