Rebelião dos Anjos

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REBELIÃO DOS ANJOS

A Rebelião dos Anjos, também conhecida como a Queda, foi um levante liderado pela Arcanjo Shahar e sua 18ª Legião Imperial contra a República. Shahar defendia um mundo sem hierarquias rígidas, buscando liberdade e igualdade entre as espécies.

Nos momentos finais do conflito, Shahar enfrentou sua irmã Sandriel, que representava a ordem vigente, em uma batalha no Monte Hermon. O confronto terminou com a morte de Shahar e a captura dos poucos sobreviventes da 18ª Legião, marcando o fim da rebelião.

Entre os presos estavam Hunt Athalar, alto-comandante da legião, Isaiah Tiberian, Justinian Gelos e Viktoria Vargos. Os sobreviventes ficaram conhecidos como Anjos Caídos e receberam punições severas: sua magia foi restringida por meio das tatuagens chamadas Halo, gravadas na testa, foram condenados à escravidão perpétua e vendidos a diferentes arcanjos. Além disso, receberam a marca SPQM no pulso, como registro de sua condição, e foram submetidos à punição da Morte em Vida.

As asas dos Caídos, vivos e mortos, foram levadas para o Palácio de Cristal, onde foram afixadas na sala do trono, expostas como troféus dos Asteri e como símbolo da derrota e da humilhação eterna.

A rebelião não envolveu apenas anjos. Muitos Duendes também se uniram ao protesto, exigindo melhores condições para a classe Peregrinos. Entretanto, a represália dos Asteri foi ainda mais cruel: decretou-se que todos os duendes, inclusive os que não participaram da rebelião, seriam escravizados, expulsos da Casa do Céu e do Sopro e rebaixados à classe dos Inferiores. A sentença também se estendia aos descendentes, condenando-os a viver como andarilhos e escravos por toda a eternidade.

O Destino dos Caídos

Dois séculos depois, durante a nova batalha no Monte Hermon, entre os exércitos dos Asteri e do Inferno, Bryce Quinlan utilizou a Máscara e foi capaz de enxergar que as asas dos guerreiros mortos, afixadas nas paredes, ainda guardavam um lampejo de luz — o último resquício de suas almas. Aqueles anjos jamais haviam recebido o rito da Passagem do Veleiro, sendo privados da travessia final. Essa negação representava a ofensa derradeira contra os guerreiros, pois os privava de uma vida após a morte abençoada.

Bryce libertou as almas dos Caídos para lutarem uma última vez pela causa. Elas assumiram os Mec-trajes, dispostos ao longo da colina, como novos receptáculos. Para os que não possuíam trajes disponíveis, restavam os cadáveres de demônios e de membros da Guarda Asteriana, ainda preservados o bastante para servirem de hospedeiros.

Na sala do trono, Hunt ergueu o relâmpago e lançou uma centelha contra as asas dele próprio e de Isaiah, os únicos Caídos ainda vivos. O fogo as consumiu, queimando-as até que não restassem nada além de cinzas flutuando ao vento, libertando-os simbolicamente da humilhação imposta pelos Asteri.

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