Passagem do Veleiro

PASSAGEM DO VELEIRO

A Passagem do Veleiro era um rito fúnebre tradicional. Nesse ritual, os enlutados depositavam os caixões dos falecidos em barcos negros no Cais Preto, que então desciam o curso do Rio Istros em direção ao Quarteirão dos Ossos, local sagrado situado do outro lado do rio.

Durante a travessia, acreditava-se que as almas dos mortos eram julgadas para decidir se eram dignas de entrar na ilha onde repousavam os ancestrais e espíritos. Caso a alma fosse considerada indigna, o barco era virado, e os Sobeks consumiam o corpo do falecido.

Esse rito simbolizava o julgamento final da alma e assegurava a passagem dos mortos para o outro mundo. Mais do que um costume, a Passagem do Veleiro representava a importância das tradições no ciclo da vida e da morte.

A Verdade

A Passagem do Veleiro era apenas um ritual inventado pelos Vanir para suportar o horror das oferendas.

As almas que eram consideradas dignas eram aquelas que tinham Primalux. Não há julgamento além desse: se uma alma possui poder residual o bastante para virar uma refeição substancial, tanto para o Sub-rei quanto para o Portão dos Mortos. Eles são arrebanhados Portão afora para se tornarem Secundalux, nome que se usa quando o poder vem dos mortos.

Por isso, os Inferiores e os Peregrinos eram considerados inúteis, já que não serviam como fonte de Secundalux. Eles não eram aceitos no Quarteirão dos Ossos nem recebiam lugar na vida após a morte, logo, não possuíam direito a Passagem dos Veleiros.

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