Descida

DESCIDA

A Descida é um antigo ritual criado pelos Asteri com o objetivo de marcar a maioridade dos Vanir e coletar Primalux. O ritual acontece exclusivamente em instalações controladas pelo governo, em salas esterilizadas e altamente monitoradas.

Durante a cerimônia, a primalux do Vanir é extraída enquanto ele mergulha no próprio poder, atravessando uma transformação que o torna imortal e amplifica suas habilidades.

Por ser um processo arriscado, a Descida exige a presença de uma Âncora: alguém com ligação emocional forte ao Vanir, que o ajude a retornar. Pode ser um parente, amigo íntimo ou alguém de extrema confiança. Descer sozinho é praticamente uma sentença de morte. Quando o Vanir não tem ninguém, o governo designa um funcionário público para atuar como Âncora.

O Sistema Eleusino foi desenvolvido para mapear as Descidas e monitorar o nível de poder e o progresso dos Vanir submetidos ao ritual.

Etapas do Ritual

A maioria das tradições descreve a Descida em três fases principais:

  1. Descida – O Vanir mergulha em si mesmo, entrando em contato direto com seu poder. Ao atingir o ponto mais profundo, o corpo mortal morre.
  2. Busca – Inicia-se uma contagem regressiva de seis minutos, tempo limite antes que o cérebro sofra danos irreversíveis por falta de oxigênio. Nesse período, a alma percorre uma trilha psíquica, confrontando sombras, traumas e verdades internas. Se não conseguir retornar a tempo, a alma cai em um vazio sem fim, comparado a um buraco negro.
  3. Ascensão – Aqueles que conseguem voltar alcançam a ressurreição. O corpo é regenerado e transborda com a energia da Primalux. Ao final, o Vanir se torna imortal, com um corpo quase impossível de destruir.

A Verdade

Por trás da aparência cerimonial, existe uma realidade sombria. Os Asteri contaminaram a água de Midgard — lagos, rios e oceanos — com um parasita mágico. Com apenas um gole, o parasita passa a habitar o corpo do Vanir, corrompendo sua magia e garantindo que todos estivessem sujeitos ao ritual. Caso o indivíduo participe da Descida, o poder liberado é contido e canalizado para alimentar os Asteri; caso se recuse, o parasita consome sua energia vital pouco a pouco, até levá-lo à morte. O parasita se desenvolve no corpo até a realização da Descida e, se o hospedeiro morrer antes, ele também morre.

Os Asteri utilizam o ritual para colher primalux dos Vanir, uma extração ainda mais poderosa do que o Tributo, que ao longo dos séculos sugava pequenas sementes de poder. Essa energia é canalizada em locais específicos de colheita, sob a justificativa de que apenas nesses ambientes seria possível conter e filtrar o poder para sustentar suas cidades e tecnologias. Na prática, essa explicação era uma mentira: o sistema foi criado para prender os Vanir em um ciclo inevitável, transformando o que deveria ser uma celebração de amadurecimento em uma experiência quase religiosa de submissão.

Enquanto os Vanir eram oprimidos, os humanos permaneceram imunes ao parasita por não possuírem magia.

Os Ceifadores, criaturas que não apresentam o parasita em seus corpos, foram estudados por Hypaxia Enador, que buscava compreender melhor essa contaminação, com a ajuda de Ithan Holstrom. A partir dessas pesquisas, ela conseguiu desenvolver um antídoto contra os efeitos do parasita. Com o uso deles, descobriu-se que os Metamorfos possuíam poderes elementais adormecidos que o parasita mantinha ocultos. Além disso, revelou-se que todos os outros Vanir também detinham um poder muito maior do que aquele que conseguiam acessar sob o domínio dos Asteri.