Feéricos

FEÉRICOS

Os Feéricos são uma espécie de Vanir pertencente à Casa do Céu e Sopro. Possuem forma humanoide, com características marcantes como orelhas pontudas.

A manifestação da magia feérica varia conforme o reino e o indivíduo. Os de Valbara comumente manipulam fogo, porém outras habilidades também possam surgir. Os de Avallen possuem afinidade com sombras e telepatia. Embora os dois territórios não sejam inimigos declarados, mantêm uma rivalidade histórica. Outros dons aparecem entre as linhagens, como magia da terra, água, ar e cura, apesar de esta última não ser tão potente quanto a das bruxas especializadas.

Os de Avallen são conhecidos por sua disciplina rígida, treinamento militar desde jovens e uma cultura severa e implacável. Sua sociedade é fortemente patriarcal, especialmente entre a nobreza, e caracteriza-se por normas profundamente sexistas, nas quais mulheres são frequentemente valorizadas apenas por sua capacidade de gerar herdeiros. De modo geral, a sociedade feérica é hierárquica e autoritária, sustentada pela posição elevada que ocupam na estrutura social de Midgard, o que leva muitos a se considerarem acima das leis comuns.

Os Estrelados, os mais raros de todos, são capazes de produzir luz estelar, uma energia poderosa que pode cegar inimigos, curar ferimentos físicos e reparar destruições em seu entorno. Contudo, ao longo dos séculos, tornou-se evidente que a magia feérica vinha diminuindo gradualmente.

Os feéricos realizam dois Grandes Ritos para alcançar a idade adulta. O primeiro consiste na visita a um Oráculo, não necessariamente o de Lunathion, aos treze anos. Nessa visita, meninas e meninos obtêm indícios sobre os poderes que poderão desenvolver, permitindo que suas famílias planejem alianças matrimoniais, carreiras e posições sociais. O segundo é o Ordálio, que ocorre anos ou até décadas depois, variando conforme o indivíduo. Ele representa um momento desafiador que todo feérico deve enfrentar em algum ponto da vida, servindo como um teste de força, coragem e capacidade de superação.

Foi revelado que, durante a Descida, os Asteri absorviam parte da magia dos Feéricos, impedindo-os de acessar seu poder pleno. Após o desenvolvimento de um antídoto para o parasita que restringia a magia, os feéricos de Midgard passaram a experimentar um aumento significativo de poder, e alguns despertaram habilidades que haviam permanecido adormecidas em seu sangue por gerações.

Após Bryce Quinlan ascender como Rainha dos Feéricos, ela decretou a abolição das linhagens nobres, instituindo uma nova estrutura de governo baseada em igualdade e representação por meio de um senado. Essa decisão foi recebida com forte resistência por grande parte da sociedade feérica.

Origem

Os Feéricos foram escravizados pelos Daglan, conhecidos como Asteri, por aproximadamente cinco mil anos em Prythian. Qualquer tentativa de rebelião era sufocada antes mesmo de ganhar força, e todos os ancestrais que ousaram resistir acabaram derrotados. O domínio dos Daglan era exercido por meio dos Grãos-feéricos, que governavam os humanos e as terras que lhes eram concedidas. Esse poder, no entanto, era em grande parte ilusório: uma vez por ano, o Tributo era exigido, forçando os feéricos a cederem partes de sua própria magia para alimentar os Daglan, ao mesmo tempo em que limitava deliberadamente o crescimento de seu poder. Theia e Fionn foram responsáveis por libertar os feéricos do domínio dos Daglan.

Séculos depois, Theia conduziu os feéricos de Prythian para outro mundo, Midgard, utilizando o Chifre e a Harpa, atravessando a Fenda do Norte. Posteriormente, mais feéricos provenientes de um mundo distinto chegaram a Midgard. Esses indivíduos possuíam habilidades metamórficas que lhes permitiam assumir formas animais e mantinham dentes caninos alongados mesmo em suas formas humanoides. Sua magia elementar era mais agressiva, instintiva e selvagem do que a dos feéricos de Prythian. Esses feéricos são atualmente reconhecidos como os ancestrais diretos dos metamorfos de Midgard.

Feéricos conhecidos: