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Parthos

PARTHOS

Parthos era uma imensa cidade murada construída em pedra branca em Midgard, considerada por muitos mais bela do que qualquer outra cidade que existiu posteriormente. A cidade era adornada por torres e colunas elegantes, obeliscos monumentais erguidos nas praças do mercado, fontes cintilantes e redes complexas de aquedutos que garantiam sua prosperidade. Descrições antigas relatam que humanos circulavam por suas ruas em relativa paz, sem o medo constante que se tornaria característico após a chegada dos Asteri.

Hoje, porém, nada resta de Parthos além de uma planície estéril e desolada, marcada por areia, rochas e vastos espaços vazios, onde apenas montanhas secas e distantes pontuam o horizonte.

Na orla da cidade ficava a Grande Biblioteca de Parthos, um imenso complexo arquitetônico composto por colunas e múltiplos edifícios interligados. Além de servir como repositório de livros, o local também funcionava como centro de aprendizado, abrigando academias dedicadas a diversas áreas do saber, como artes, ciências, matemática, filosofia e outras disciplinas. O complexo possuía ainda um grande anfiteatro, utilizado para encontros, debates e pesquisas conjuntas. Estima-se que a biblioteca reunia cerca de dois mil anos de conhecimento humano, preservando teorias, estudos e registros de um mundo anterior à dominação dos Asteri.

Com a eclosão das Primeiras Guerras, Parthos tornou-se a última grande fortaleza humana. No entanto, após uma longa resistência, a cidade foi destruída. Os filósofos e estudiosos que se abrigaram na biblioteca foram acusados de heresia e mentira, e acabaram queimados vivos. Os exércitos inimigos, incluindo matilhas de metamorfos lupinos criadas pelos Asteri, foram os primeiros a penetrar em Parthos, provocando massacres e queimadas que consumiram a cidade.

Durante a queda de Parthos, Jesiba Roga, uma das sacerdotisas da biblioteca, conseguiu salvar parte do acervo original. Fugiu para Valbara a bordo do navio Griffin e, já em Lunathion, fundou o Antiquário Griffin como fachada para abrigar e proteger os livros resgatados. Esses volumes eram considerados proibidos pelos Asteri, que declararam todo o acervo de Parthos como pertencente exclusivamente aos Arquivos Asteri. Entre os textos preservados estavam tratados sobre evolução, matemática, ciências naturais e teorias que questionavam a supremacia dos Vanir e dos próprios Asteri. Na prática, tratava-se de um registro histórico e científico do mundo humano antes da chegada dos conquistadores.

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