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Asteri

ASTERI

Os Asteri, também conhecidos como Daglan no mundo natal dos Feéricos, são uma raça ancestral, imortal e parasitária que governava Midgard. Considerados por muitos como deuses, os Asteri eram seres de imenso poder. Anciões com dezenas de milhares de anos. Esqueceram a localização de seu mundo natal, destruído por guerras internas e pela exploração excessiva de recursos.

Em sua jornada, os Asteri vagaram de mundo em mundo repetindo sempre o mesmo ciclo: conquistar, subjugar e extrair a magia dos habitantes locais para se alimentar. Em cada mundo, implantaram mecanismos de controle que garantiam sua supremacia. Em Midgard, esse mecanismo ficou conhecido como Descida, um ritual de maioridade no qual parte da energia vital dos Vanir era drenada para os estoques dos Asteri. Já em Prythian, a prática equivalente era chamada de Tributo, no qual uma parte do poder era entregue voluntariamente.

O sustento dos Asteri dependia de Primalux, a energia vital e mágica extraída dos vivos, e de Secundalux, liberada após a morte. Todo o poder de Midgard era absorvido e convertido em alimento para os Asteri. Esse processo transformava a população em um recurso constante de energia, mantido sob vigilância e controle. Na prática, a Descida funcionava como um imposto obrigatório sobre a magia, desviado para os reservatórios dos Asteri. Com isso, eles garantiram para si um estoque praticamente infinito de energia, embora o discurso oficial alegasse que essa força era necessária para sustentar as cidades e a tecnologia de Midgard.

Cada Asteri era descrito como possuidor do poder bruto de uma estrela sagrada. Essa energia era capaz de devastar exércitos inteiros, destruir cidades e até reduzir planetas a pó, mas na realidade, seu poder deriva quase inteiramente da primalux roubada dos habitantes de Midgard e de outros mundos. Entre seus feitos conhecidos, destaca-se a capacidade de manipular fisicamente a luz para matar e destruir, utilizando-a como arma de controle absoluto.

Apesar de todo o seu poder, os Asteri possuem uma vulnerabilidade: sua dependência da energia vital de outros mundos. Quando privados dessas fontes, sua força enfraquece significativamente. Apollion, príncipe do Inferno, conseguiu matar Sirius, Nestha Archeron derrotou Vesperus, e Bryce Quinlan eliminou vários outros. Além disso, apenas três mundos conseguiram expulsá-los com sucesso: Ophraxia, o Inferno e o mundo natal dos feéricos.

Manipulação da História

Os Asteri abriram a Fenda do Norte, atraindo seres poderosos de outros mundos tanto para expandir suas tropas quanto para utilizá-los como fonte de energia, em um evento que ficou conhecido como Travessia.

Em sua propaganda, os Asteri se apresentaram como benfeitores e libertadores, alegando terem encontrado Midgard como um planeta atrasado e transformado-o em um império próspero. Na prática, porém, Midgard tornou-se uma base de conquista, onde os Asteri mantêm todas as raças presas e isoladas do restante do cosmos.

Quando a Rainha Theia descobriu a verdade, buscou auxílio junto ao Inferno, por já terem expulsado os Asteri de seu próprio planeta. Ainda assim, os Asteri saíram vitoriosos das Primeiras Guerras, apagaram Theia dos registros oficiais, declararam o Inferno como inimigo e obrigaram acadêmicos e filósofos a registrar apenas a versão dos eventos que sustentava sua supremacia, sob pena de morte.

A partir daí, construíram um império glorificado como eterno. Reduziram os humanos à escravidão, criaram hierarquias rígidas entre os Vanir e desenvolveram os Malakim como soldados perfeitos. Entre os poucos vestígios que restaram da verdade anterior ao domínio dos Asteri, destaca-se a Grande Biblioteca de Parthos, preservada como um testemunho silencioso da história oculta.

Asteri conhecidos:

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